mas tá dificil encontrar um que eu goste…odeio skinnys, manchados …
hoje experimentei 22 calças.
a que ficou boa custava 489,00
me recuso!
mas tá dificil encontrar um que eu goste…odeio skinnys, manchados …
hoje experimentei 22 calças.
a que ficou boa custava 489,00
me recuso!
ontem eu recebi um Livro Viajante.
a Patricia dona do Tanta Coisa! me enviou O Enforcado.
eu devo ler e enviar pra outra pessoa.
bacanérrima a idéia dela não?
vão lá conhecer o blog, onde ela fala de tudo.
editado: e como funciona o lance do tal livro viajante??? se voce leu um livro e gostou e quer dividir com alguem, voce o envia para uma amiga/amigo.
cada um que le coloca seu nome na primeira página do livro e vai passando para outra pessoa.
e a Rosi perguntou se é um livro online; não Rosi, é um livro fisico. e novinho!
Pela Segunda Vez, de Mary Higgins Clark, é como todos os outros livros dela que li.. ótimo.
dona Mary é assim, a Agatha dos americanos.
tenho comigo que já o li mas não encontrei registro nem no blog, nem no meu caderninho onde anoto desde 81 os livros que leio.
Nicholas Spencer, dono de uma empresa farmaceutica e que pesquisa uma vacina contra o cancer, desaparece em uma viagem de avião. ao mesmo tempo, milhões de dólares são desviados de sua empresa. e a FDA veta a vacina.
pronto! é facil somar 2 + 2 e intuir que o chefão sabendo que a vacina é um fracasso resolveu dar no pé com a grana.
mas Carley, meia irmã ( meia irmã no livro, mas eu não vi alí parentesco nenhum pois a mãe de Carley casou-se com o pai de Lynn, esposa de Spencer_ que rolo hein?) e meia cunhada (!) resolve pesquisar a vida de Spencer para fazer uma matéria.
e começa a descobrir o que não deve.
é um daqueles livros que deveriam virar filme.
hoje eu cheguei muito cedo ao trabalho, 7:10.
estacionei, larguei tudo em cima da mesa e resolvi sair e caminhar até as 8:00.
fui parar na coopbanc, e encontrei uma amiga querida.
ela estava apressada para a aula de ingles, mas mesmo assim começamos aquela conversa de filho-casa-trabalho.
aí ela me disse:
_e ontem eu estava fazendo tarefa de ingles e pedi ajuda pra minha filha, pois faz tempo que não estudo e ela me disse que não tinha paciencia pra me ajudar e que eu era burra!
e eu:_ e voce não falou nada pra ela?
_falar o que? ela é estressadinha, vive de tromba, tenho que pedir pelamor pra ela fazer algo pra mim, e até falou pro pai “porque voce quer um iphone se nao sabe nem atender o que tem?”
eu respondi que a resposta que cabia ali na hora era:
“eu tive paciencia para acompanhar voce nas suas lições e sempre a incentivei mesmo nos menores progressos e isso foi o que te ajudou a ser o que é.”
depois eu disse que tenho os meus filhos, que apesar de lindos, inteligentes, populares, etc, tambem sabem ser chatinhos, e dão aquele trabalho básico que todo filho dá.
mas que eles me valorizam muito e tem o maior cuidado quando falam comigo, pois eu sou amorosa, sou amiga, dou a vida por eles, MAS NÃO PISEM NO MEU CALO QUE EU VIRO A ZHORLA!
acho que o maior erro de algumas mães é não se valorizar, é achar que o que fazem é obrigação, e o pior, se enchem de culpa se trabalham ou se não tem todo o tempo que julgam necessário para a familia.
me irrito muito com o lance da culpa, comigo a culpa é ZERO.
só eu sei o tanto que me esforço para que tenham tudo, não me imagino sem trabalhar.
não que eu fique cobrando por reconhecimento o tempo todo, mas quando ele vem ( e tem que vir!), é muito bom.
bem, eu fiquei mais meia hora ali conversando com ela e mostrando praquela mulher o tanto que ela era maravilhosa e incrivel, e como ela havia estruturado tão bem a familia, impulsionado a carreira do marido.
é uma pessoa de quem gosto tanto, mas de quem a vida corrida me afasta.
antes de ir, ela perguntou:
_ como é mesmo a resposta que eu tenho que dar?
eu repeti, e disse em seguida que quando ela se acostumasse a se impor , ía ser natural, ela ía achar as respostas na hora certa.
depois que ela saiu, eu fiquei ali encostada, olhando pra silhueta que desaparecia entre as gondolas e pensando na crueldade cortante de certas palavras.
peguei minhas compras e fui desanimada para o caixa quando começou a tocar uma musica. A vendedora disse:
_escute, é o filho da Bia cantando.
curiosa perguntei pra Bia, é seu filho mesmo?
ela toda feliz:
_é o Vinicius, ele fez esta musica pra mim.
ouvimos até o final, emocionadas.
porque é bom receber presente, mas receber uma cançao é um carinho que tem um valor imensuravel.
fui embora pensando nas duas situaçoes, duas pessoas que conheço a muito tempo, dois adolescentes que conheço desde que nasceram e vejo que com filhos nunca sabemos quando vamos acertar ou errar.
apesar do esforço imenso ( sempre da NOSSA parte), o negócio é viver uma situaçao de cada vez.
e rezar pra dar certo
ps: muito legal o Vinicius ser tão grato assim…certas pessoas já nascem prontas.
ps 2: voltando pra casa na hora do almoço eu contei a estória pro filho Um…ele achou deploravel a atitude da menina menosprezando a mãe.
e ainda disse pra mim:
_ no seu caso é facil né mãe…voce tem uma resposta rápida pra tudo.
n ã o é b e m a s s i m n ã o…
Uma Certa Justiça – Companhia das Letras, 508 paginas
P.D. James, escritora inglesa nascida Phyllis Dorothy James. Com este nome tão lulu ela deve ter aderido às iniciais para parecer mais séria.
Phyllis Dorothy não parece escritora de livros agua-com-açucar?
P.D. James trabalhou no Departamento de Policia e no Serviço de Segurança Britanico, o que deve ter ajudado muito a compor as tramas de seus livros ( genero ficção policial).
O que me despertou a curiosidade foi a idade da escritora, 92, aliás 77 anos na época da publicação.
Fiquei imaginando como escreveria aquela doce velhinha da foto, se ela seria uma outra Agatha, se teria personagens tão pitorescos quanto Mrs Marple ou Poirot.
Acostumada aos livros de grishan, tambem tenho o péssimo costume de comparar com os dele, qualquer livro que eu leia e que tenha como pano de fundo o sistema judiciario. É um erro eu sei, mas quem resiste à tentação de rotular?
ok, então Uma Certa Justiça é sobre o assassinato de uma excelente mas arrogante advogada, Vanetia Aldridge.
Eu estava ainda nas páginas iniciais do livro e já tinha anotado ( tenho o costume de ir anotando os personagens conforme eles vão aparecendo) umas 7 pessoas com motivos suficientes pra matar a advogada. Ela é fria, mentirosa, calculista, uma FDP e até eu já estava com raiva dela, quando virei uma página e lá esta ela, mortinha da silva!
Mas isso não é spoiler, pois desde o inicio do livro já sabiamos que ela iria morrer.
A trama do livro, muito bem escrita, é ATEMPORAL.
Notei que em nenhum momento é citado algum dado que possibilite saber em que época se passa a estória, apesar de ter sido publicado em 97.
Phyllis consegue descrever muito bem cada situação e com exceção da tecnologia existente nos dias de hoje pode se jogar a situação do livro tanto lá no meio do seculo XX, como nos dias de agora.
É uma qualidade rara numa narrativa.
Resumo da ópera: muito bom e apenas no final, assim como nos livros da dona Agatha, consegui vislumbrar a possibilidade de encontrar o assassino.
Agora, quanto ao livro, objeto físico, que tambem mereceu uma analise: a pessoa que o leu antes fez o “favor”de anotar na margem do livro as palavras que ela achava “dificeis”.
Tambem grifou trechos que a ela pareceu importantes (reli-os e vi que nao continham nenhuma informação que levasse ao desfecho da trama) e em algumas partes ela fazia uma chave e deixava o comentario : LEGAL.
HUMMMMMMMM, legal no sentido da lei, ou no sentido “puxa que bacana”?
we never know.
Lá pelas 300 e tantas páginas se dizia que a pessoa ( nao vou contar quem né?) que matou Venetia , talvez não tivesse a intençao de matar, mas matou. Ao lado o comentario “nao ter intençao de matar funciona como atenuante da pena”
hummmmm de novo!
Fiquei morrendo de curiosidade de saber pra quem eram estas explicações tão bem mastigadinhas, se é um costume de ler com um lápis na mão, se é mania de parecer erudito aos olhos do proximo desavisado leitor, ou se esta pessoa é mesmo no fundo mais um chato rabiscador de livros!
anyway, Uma Certa Justiça é um livro excelente.
e já que tinham começado a “explicar” o livro, deixei ali no meio a lista com os personagens principais.
Não coloquei a indicação de “assassino” na frente do personagem tá? aí é ser muito sem graça né?
( e este foi o post de numero 1289)
A Senhora, de Catherine Clement.
Não se trata de “Senhora” de José de Alencar, aquela complicada Aurélia Camargo, que compra um marido, o sr. Fernando Seixas( era o Claudio Marzo, na versão de 70??) e passa o livro todo espezinhando o literalmente pobre rapaz pra depois cair nos braços dele.
nem ”Uma Senhora“de Machado de Assis, aquela que se recusa a crescer, que veste de maneira infantil a filha já moça para que a idade não lhe apareça ( ahhhh quantas ainda existem assim…) e que é honesta não por principio, mas por costume (foi esta diferença entre “principios e costumes” citada pela admiravel Maria Ramos, minha professora de literatura lá do Otoniel Motta em Ribeirão que me fez abrir os olhos para sempre em relacão ao ser humano).
Esta “SENHORA”é Gracia Nasi, ou Beatriz Mendes, uma judia convertida ao cristianismo que viveu de 1510 a 1569.
é um romance historico narrado pelo sobrinho de Gracia, Josef Nasi, um eterno apaixonado pela tia e seus ideais.
um livro com personagens reais e conteudo histórico impressionante. adorei.
sorte pra todos, é o que eu desejo.
sou uma pessoa de sorte e sempre digo isso para os outros.
aí perguntam:
_porque? voce já ganhou na loteria? já achou dinheiro no chão?
_NÃO, nada disso. me acho com sorte por ter família, saude, emprego, de ter lutado muito na vida, e chegar aqui com ”alguma” experiencia, com uns amassados e riscos na lataria, mas muita vontade de viver e de dividir.
e eu tenho lembranças. recordações. são o que nos movem.
lembranças que afloram sempre que eu abro o frasco onde estiveram guardadas.
pois as lembranças são assim: a gente as guarda lá, num canto do cerebro, do coração, ou seja lá onde voce as guarda (de repente é numa necesseire com estampa de onça); whatever, o importante é que ao destampar aquele frasco, as lembranças voltam com a mesma intensidade do momento em que foram criadas.
hoje a Luci Cardinelli me provocou uma lembrança: ela disse lá no face que acordou sem pó de café e eu respondi imediatamente:
_vá tomar café na vizinha! ( e ela foi mesmo, pois as vizinhas dela são otimas, ela merece…)
então me lembrei de uma parte da minha vida, de quando eu morava lá no jardim Independencia em Ribeirão Preto.
toda manhã, logo que seus maridos saíam para o trabalho, as mulheres da vizinhança íam lá em casa tomar um café com a minha mãe.
aparecia uma, tomava um café, conversava e já ía saindo quando chegava outra. parecia uma coisa combinada, pois elas nunca chegavam nem ficavam lá juntas.
as conversas eram em tom baixo, nada a ver com festa ou confusão, apenas amigas se encontrando no inicio de um dia de muito trabalho.
eram todas donas de casa e como trabalhavam aquelas mulheres!
não que a minha mãe promovesse coffe breakes, isso nem era moda na época, mas muito alem do café fresco, o que aquelas mulheres íam buscar era quem as ouvisse. quem as aconselhasse.
e minha mãe sempre foi maravilhosa pra isso.
sempre ouvindo; uma hora era uma mulher que contava das bebedeiras do marido, ou a vizinha solteira que suspeitava que estava gravida e o pior, não era do namorado, uma outra que veio mostrar uma costura.
como eu sabia? durante as ferias quando eu podia dormir até mais tarde, eu comecei a prestar atenção lá da minha cama, na conversa baixa e cadenciada que se passava logo ao lado da janela do meu quarto.
quantos problemas foram desfiados ali e foram solucionados, porque minha mãe, do jeito dela, nunca impondo mas sempre sugerindo, dizia: voce já experimentou fazer tal coisa???
na época pra mim, adolescente, aquela conversa toda era uma perda de tempo. que coisa chata ter gente logo de manhã invadindo minha casa ( que nem era minha né? era dos meus pais!)!!!
hoje passados tantos anos, vejo que as pessoas não se visitam mais apenas pra um café.
tem um medo de chegar sem avisar na casa do outro!
tem receio de incomodar, chegar em hora inoportuna.
por acaso não fomos criados nós numa casa que ficava sempre com o portão arreganhado? eu fui.
nos afastamos das pessoas porque é mais cômodo assim; não dá o trabalho de ligar e perguntar se podemos ir.
e ter de ouvir na maioria das vezes que ela esta levando um filho no judô e buscando a outra do ingles, e em seguida vai fazer as unhas e que tá sem tempo etc, etc…
então eu sinto falta disso, do que eu nunca tive: da amizade de vizinha e amiga que vem tomar um café.
eu acho que dá pra correr atras disso ainda, de criar este costume, de fazer as minhas proprias lembranças.
hoje é uma sexta feira, e eu gosto de sextas.
só não gosto do final de semana relâmpago que vem a seguir.
a Karina Moreira não gostou quando eu falei mal do pão com ovo e mandou a receita que ela segue.
Ka, eu não falei mal, só fiz uma comparação por ser uma comida simplesinha.
mas o pão com ovo sem duvida tá naquela nossa listinha de comfort food.
comfort food é aquela comida que a gente faz quando tá meio nervosinho, irritado, cansado…e come ali, na panela mesmo. mas que depois nos conforta e acalma. (comida tem esta caracteristica mesmo né pipol? eu, em estado famélico, sou uma gorila enjaulada)
(prestem atenção como este pão-com-ovo ficou bacana: não merece um cantinho de mesa posto com lugar americano e um prato bonito?)
sexta feira santa é um feriado que parece um domingo, mas daqueles DOMINGOS CHATOS em que nada abre.
é um feriado longo, de 3 dias, com aquela sexta triste, um sabado glorioso com direito até a baile, e um domingo cansado.
fica parecendo um “sanduiche de domingos recheado de sabado”.
quando eu era criança a sexta santa era o final de 40 dias sem musica, sem carne e cheia de ameças de punições eternas.
hoje a quaresma, pelo menos pra mim, é um periodo normal, mas feriado continua esquisito.
e todo mundo sabe que eu adoro sábados e detesto domingos.
no sábado eu não trabalho e tenho quase o dia todo livre pra fazer o que eu quero, compras, bater perna…
já domingo é o tipo do dia inutil: nada abre ou se abre é pela metade; os programas são chatos ( TV aberta) ou reprises ( TV a cabo); a gente acaba se entupindo de comida até estufar e as ultimas horas do dia são um verdadeiro apelo pela chegada da segunda feira.
bem, aí chega a segunda e a gente se arrepende um pouco de ter pedido por ela.
deve ser por isso que eu adoro férias.
cada *dia de férias é exatamente como um sábado.
brasileiro é movido a feriados: fica esperando pelo carnaval, páscoa, dia do trabalho, das crianças, da sogra, na esperança de emendar uma sexta ou uma segunda ao final de semana.
são dias deliciosos de descanso, que se a gente fosse comparar a uma comida, seria um X-Tudo.
e já que estou comparando feriados com comida, eu acho que a sexta santa é o pão com ovo dos feriados.
gostosinho, mas…
eu trocaria todos os feriados por um “pacote” que incluiria a de sexta e amanhã de segunda.
simples assim.
aliás, eu adoraria ter TODAS as tardes de sexta livres.
* os domingos de férias continuam domingos.
aqui em casa: o keith na varanda tomando banho.
ele fica hooooras lambendo as patinhas. quando chega ao pescoço, se cansa e acaba o banho por aí. descansa e quando volta ao banho começa pelas patas de novo!
ou seja, se deixar pra ele o banho nunca se completa! ( tenderam pq eu dou o banhinho da semana nele?)
e a Loba cochilando por perto.
apesar das diferenças estão sempre juntos, e um faz companhia pro outro.
acho que ela sente falta de nao ve-lo mais, quando ele passa perto ela fica alerta, esperando um ataque surpresa de brincadeira, como ele sempre faz.
ele, inocente, ainda não percebeu o quanto ela está velha e cansada: cai ao lado dela e brinca com o rabo, dá patadas no focinhão, dá pinotes no ar e depois sai andando calmamente como se fosse um lorde.
são momentos de paz, quando me deito proxima a eles, no chão mesmo, e ficamos ali, so apreciando a companhia.