24º livro de 2016 – Os Mistérios da Coroa, de Nancy Bilyeau

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Sinopse: No século XVI, a Inglaterra vive tempos turbulentos: em 1534, o rei Henrique VIII rompe com o Vaticano e funda a Igreja da Inglaterra, dando início a uma série de conflitos religiosos. Ao fugir do claustro e deixar para trás sua pacata vida religiosa, a noviça dominicana Joanna Stafford, uma mulher que jurou servir a Deus, se vê arrastada para uma sórdida rede de mentiras, intrigas políticas e traições cujo objetivo é usurpar o trono inglês. Entre a devoção e o pecado, ela vai precisar se submeter às ordens do astuto bispo de Winchester, um homem traiçoeiro que tem sede de poder. Para garantir que seu pai continue vivo, a noviça aceitará ser espiã no priorado em que fez votos, onde está escondida uma coroa tão poderosa que pode pôr fim à Reforma Protestante na Inglaterra. O bispo conhece todas as lendas a respeito da relíquia, inclusive a de que estaria amaldiçoada, mas mesmo assim ele deseja usá-la, pois acredita que seus poderes místicos lhe ajudarão a destruir seus inimigos e a governar o país. Armada com determinação e coragem, Joanna confronta os traumas do próprio passado enquanto tenta concluir sua missão. Mas, quando ocorre um terrível assassinato, ela descobre que o priorado em que vive não é mais um lugar seguro. Ela resolve, então, deixar novamente a clausura e procurar a coroa em outros lugares. Acompanhada do jovem frade Edmund, Joanna visita castelos suntuosos e locais sagrados, como Stonehenge e a Abadia de Malmesbury, em busca da relíquia e de salvação para si mesma, sua família e o modo de vida sagrado de sua ordem religiosa.”

Primeiro livro da escritora que leio, mas é um romance histórico de primeira.

Eu fui contaminada por romances desta época desde a leitura de os Pilares da Terra.

Muitos escritores ja se lançarem na idade média de cabeça (Dan Brown, Ken Follet…) com muito sucesso, por isso acho que estes romances que voltam no tempo com um misto de suspense, ação, mistério vão continuar aparecendo para entreter os fãs.

este leva o selo “eu recomendo” do blog

recomendo

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23º livro de 2016 – A Montanha e o Rio, de Da Chen

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Um livro lindo sobre um período bem recente da história da China, de 1960 até os dias atuais.

Dois homens, Tan e Shento, filhos do mesmo pai, vivem quase uma vida toda  sem se conhecerem.

Shento é a “montanha” e foi salvo da morte quando sua mãe se jogou com ele de um precipício. Criado por um casal de curandeiros, cresceu pobre, mas inteligente e integro.

Tan, é o “rio“, criado no luxo de Beijing, em escolas caras e com uma criadagem imensa.

Quando seus caminhos se cruzam, as disputas não só no campo pessoal ( apaixonam-se pela mesma mulher, Sumi Wo), como no politico ( Shento é um coronel representante do totalitarismo comunista e Tan é capitalista) se transformarão em ódio puro e  suas vidas serão transformadas para sempre.

Chen demorou mais de 8 anos para escrever este livro.

Um dos melhores que li este ano.

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22º livro de 2016 – O Circo Invisível, de Jennifer Egan

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Um livro de 1995, o primeiro de uma escritora que ganhou o Pulitzer em 2011 com A Visita Cruel do Tempo, O Circo Invisível é uma surpresa!

Nenhum livro recente me fez pesquisar tão a fundo sobre a música e o momento politico da época ali mencionada, 1978.

A história gira em torno de Phoebe O’Connor e sua família e como eles foram afetados pelo suicídio de sua irmã Faith.

Com uma grande diferença de idade, 8 naos, Phoebe cresceu idolatrando a irmã mais velha, inteligente e culta. Com a morte da irmã e do pai, Phoebe já não encontra mais seu lugar no mundo e aos 18 anos vai para a Europa fazendo o mesmo roteiro da irmã, conhecendo os mesmos lugares dos postais enviados e tentando entender como foi que a irmã viveu seus ultimos dias.

Num flash back entre a infancia e os dias atuais, Phoebe tenta enxergar com olhos de adulta as pessoas que ela idealizou.

Jennifer é uma contadora de histórias. Não me senti lendo, mas ouvindo a história como se alguem a narrasse.

Vale a pena escutar Surrealistic Pillow e Plastic Fantastic Lover, do Jefferson airplane… e Moonchild do King Crimson pra entrar no clima psicodélico de Phoebe.

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21º livro de 2016 – Baunilha e Chocolate, de Sveva Casati Modignani

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Aproveitando a boa vontade da Sophia ( embora a fuça dela demonstre outra coisa) em posar para fotos de livros, lá vai mais uma resenha.

Acabei ontem a noite e dá pra entender bem porque Sveva é uma das mais aclamadas escritoras italianas.

É não apenas a história de Penélope (Pepe)e seu marido Andrea, mas tambem de suas famílias.

Já no início de Baunilha e Chocolate, uma carta de Pepe para seu marido explica a razão de sua separação:

“Querido Andrea, desgraça da minha vida,
tantas vezes ameacei ir embora, e nunca o fiz. Agora, vou-me embora. Sabes como sou lenta, mas tenaz, nas minhas decisões.
Em dezoito anos de casamento fui medindo o teu egoísmo, a tua capacidade de mentir, os teus medos, a tua infantilidade.
Não quero saber como te vais arranjar sem mim, uma vez que, sozinho, não és sequer capaz de abrir uma lata de cerveja”…

Depois de dezoito anos de casamento Pepe não aguenta mais as mentiras e infidelidades de Andrea e vai passar uns tempos na casa de praia de sua família.

Apesar da crise entre os dois, existe alí muito amor e admiração um pelo outro.

E é  na ausencia dela que Andrea percebe que a esposa é o astro em torno do qual tudo ( familia, amigos, filhos) gira.

Longe dos filhos (Daniele, Lucia e Luca)e marido, sozinha na casa de praia, Pepe tambem reavalia sua vida e seu relacionamento conflituoso com a mãe Irene.

Um livro com personagens tão  sólidos ( até Luca na sua sabedoria de seis anos de idade, nos faz rir e pensar) que me vi torcendo por todos!

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20º livro de 2016 – Depois de Voce, de Jojo Moyes

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A esperada continuação de “Como eu era antes de voce“, que já virou filme e estreou dia 12 de junho, dia dos namorados aqui no Brasil.

Estrear um filme em que o cara morre no final, beeeeem no dia dos namorados é tipico do brasileiro, mas está tendo sucesso…

A história é como a fofa Louisa Clark está atualmente, depois da morte de Will.

Para quem não leu, no primeiro livro, Lou vai trabalhar como acompanhante de um rapaz tetraplégico e se apaixona por ele.

Em reconhecimento pela dedicação, na verdade, pelo RELACIONAMENTO com Will, ela ganha um bom dinheiro quando ele morre. Seguindo o conselho de Will (Viva!) ela usa a grana para viajar para Paris.

Compra um flat em Londres, e sem nenhum talento especial ou profissão para exercer, ela trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Lou não consegue superar a perda de Will.

Uma noite, depois de umas taças de vinho ela cai do papapeito do predio e QUASE morre.

Sua recuperação, a participação em um grupo de apoio a pessoas enlutadas e o aparecimento de uma filha adolescente de Will, e Sam, um motorista de ambulancia, vão dar forças para que ela vire a página.

É divertido como o primeiro, pois Lou é uma pessoa simples e se mete em rolos que ela não consegue prever.

Mas achei que Jojo pegou uma carona nas trapalhadas de Marian Keyes, principalmente quanto a familia de Lou.

*Sophie, minha nova gata posou de graça para o post.( na verdade ela ganhou ração e uma varinha com um ratinho vermelho)

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19º livro de 2016 – A Imperatriz de Ferro, de Jung Chang

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Companhia das Letras, 552 páginas.

“O livro A Imperatriz de Ferro conta a história da chinesa Cixi (1835-1908), que, aos 16 anos, foi escolhida para ser uma das concubinas do imperador Xianfeng (1831-1861). Após a morte de Xianfeng, o filho de cinco anos do casal assume o trono. Mas a imperatriz viúva planejou um golpe contra os regentes e passou, por décadas a fio, a ser a verdadeira líder da China.”

 

Eu ADOREI o livro.

Nenhuma biografia me colocou tão dentro da história de uma pessoa como este.

Apesar de tudo o que se fala de Cixi, que teria mandado matar seu filho, que era implacável, vi Cixi como uma mulher inteligente, governando um país onde as mulheres não tinham vez, onde existia na época um livro com mais de 3 mil regras de etiquetas a serem observadas, e onde uma simples regra desobedecida em relação ao imperador poderia resultar em uma morte horrivel, a morte por mil cortes ( que Cixi, no final de seu mandato proibiu).

Vi uma mulher sensivel que adorava animais e flores, óperas e arte. Que desenhava seus próprios vestidos, que mesmo governando com segurança conversava com uma “voz muito feminina”.

Cixi tirou a China da Idade Média, e em suas 4 decadas de governo implantou ferravias, telegrafos, escolas modernas, uma imprensa livre.

Foi a primeira a lutar pelos direitos das mulheres e proibiu o costume doloroso de atar os pés femininos para que ficassem minusculos e coubessem em pequenos sapatos preciosos.

Ela é conhecida como a imperatriz que abriu as portas da China para o Ocidente.

Jung Chang escreveu este livro após uma extensa pesquisa em documentos achados recentemente. Apesar de vender milhões de livros no mundo inteiro, ela é proibida na China.

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18º livro de 2016 – As Irmãs Gilly, de Tiffany Baker

as irmãs gilly

Editora Novo Conceito.

A Fazenda Salt Creek é onde nasceram e cresceram as irmãs Joanna (Jo) e Claire.

Embora tão diferente uma da outra, elas cresceram unidas, cúmplices.

Na vida destas duas meninas, nada foi fácil pois desde cedo tiveram que trabalhar nas salinas da fazenda para ajudar a mãe a garantir o sustento delas.

A morte trágica do irmão delas e depois o abandono do pai, e um acidente em que por culpa de Claire, Jo quase morreu alem de ficar horrivelmente deformada, acabaram por fim em separar as duas.

Algumas pessoas podem achar o livro pesado, os capítulos são longos e os personagens então… DENSOS!!!…mas só assim se explica como aquelas almas atormentadas, angustiadas…

É o melhor livro sobre relacionamentos que li este ano.

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16º livro de 2016 – Herança, Lan Samantha Chang

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A escritora Chang é estadunidense, e me fez viajar no tempo e para a China dos anos 30.

Eu adoro histórias chinesas ( leram O Clube da Felicidade e da Sorte?).

Eles são contadas de forma calma e contida, mesmo quando se trata de uma tragédia.

Assim é que vou me familiarizando com as duras tradições chinesas.

Na China a mulher só é útil quando dá um filho homem ao marido.

Esqueçam tudo o que aprenderam sobre espermatozoides e óvulos, cromossomos X e Y, e que é o espermatozoide quem define o sexo do bebe, já que o óvulo vem sempre com o cromossomo X e o espermatozoide pode ter X ou Y, ou seja: XX = menina, e  XY = menino.

Lá na China, a culpa do nascimento das meninas recai sobre os ombros da mulher que fica em desgraça perante a família.

Nos tempos atuais, Hong conta a história de sua família através do sofrimento das mulheres.

Sua avó Chanyi, que por só ter gerado meninas ( Junan, mãe de Hong e Yinan), comete suicídio, deixando as filhas muito cedo.

Junan e Yinan prometem ser sempre amigas  e não se separarem nunca.

As duas são moças bem criadas e com altos valores morais. Mas enquanto Junan é rápida, inteligente, e dona de uma beleza imensa, sua irmã é quieta, sonhadora e comenta-se que com a beleza que tem, não poderá ser muito exigente com pretendentes.

Mesmo quando Junan se casa com Li Ang, um soldado, todos continuam morando juntos.

Em 1937 os japoneses invadem a China e Li Ang é enviado para a guerra.

Junan, impossibilitada de segui-lo com duas meninas pequenas, envia a tímida Yinan para cuidar do cunhado.

Li Ang enxerga na cunhada a beleza que poucos conseguem ver…e este amor é o ponto de partida para tudo o que acontecerá durante quase 7 décadas.

Herança é ao mesmo tempo intenso e delicado.

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17º livro de 2016 – Na Toca do Leão, Ken Follet

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Na Toca do Leão é uma história de espionagem como já não se faz mais hoje em dia.

O fim da guerra fria acabou tambem com os romances de espionagem.

Quem, como eu, leu a maioria dos livros de John Le Carrè (O Espião que Sabia Demais, O Alfaiate do Panamá,O Espião que Saiu do Frio, e Ken Follet ( O Buraco da Agulha; Trilogia O Século, A Chave de Rebecca, Homem de São Petersburgo, etc…) hoje sente falta de livros do genero.

E, ou rele os antigos, ou muda de genero, simples assim.

Em Na Toca do Leão, Ellis é um agente da CIA apaixonado por Jane, uma jovem enfermeira inglesa. Por conta de uma briga se separam e ela se casa com Jean Pierre, um médico frances que é espião da KGB. O triangulo que se forma aí é so o fundo para a situação do Afeganistão dos anos 80.

O livro é narrado em terceira pessoa e representa os pontos de vista dos tres principais personagens.

Apesar de algumas passagens inverossimeis e mirabolantes ( a fuga de Ellis e Jane e a maneira como ela se desliga rapidamente do marido ao sabe-lo espião), eu matei a saudade deste tipo de romance.

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15º livro de 2016, Uma Fortuna Perigosa – Ken Follet

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Ken Follet é como cerveja ou chocolate: nunca te decepciona.

Você pode pegar qualquer um da estante de olhos fechados, e durante a leitura ser transportado para a trama do livro, que pode ser em qualquer época.

1800..1970…2009…

Follet como sempre faz uma pesquisa dos costumes da época, intercalando romance e fatos verdadeiros.

A história começa em 1866, em um internato na Inglaterra com a morte de um estudante em circunstancias suspeitas, e se estende por 30 anos, envolvendo os mesmos personagens. Suas vidas, sucessos e fracassos, muitas tramas e armadilhas.

Eu adorei… e vou procurar ler todos os livros do Follet que deixei passar batido até hoje.

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