30º livro de 2016 – O Tamanho do Céu – Thrity Umrigar

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Quem me conhece sabe que eu gosto da Thrity hein????

Então eu fiquei um pouco perdida no início do livro que começa contando a morte do pequeno Benny, filho único de Frank e Ellie e como este acontecimento parece ter acabado com o amor deles.

Frank culpa Ellie pela morte do menino, mas demora muito para que a gente perceba o por que.

Abalados emocionalmente, o casal se muda para a Índia onde Frank é o responsável por uma fabrica de remédios.

A Índia de Ellie é mais divertida que a de Frank, pois Ellie ama a cultura e a comida do país, e se distrai fazendo trabalho voluntário, conhecendo pessoas.

Já o trabalho de Frank se revela uma bomba relógio pois explora uma planta que é vital para a subsistência da aldeia. Sem poder explorar este material, os habitantes se veem sem recursos.

Para suavizar a tensão entre o casal, aparece Ramesh, o filho de 9 anos do casal de empregados. Ramesh é vivo e inteligente e Frank começa a se afeiçoar ao menino, e esta amizade diminui a sua dor. Este carinho não é bem visto pelo ciumento pai do garoto, mas Frank tenta dribar isso.

O conflito entre eles vai acabar de uma maneira bem tipica deles…tragicamente.

E no final, pelo que pude entender, Ellie não concorreu para a morte da criança, Frank apenas precisava culpar alguem pela sua enorme dor.

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29º livro de 2016 – Fissura – Karin Slaughter

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Eu e minha mania de ler séries pela metade.

Pelo jeito é o segundo livro da série  que o personagem Will Trent protagoniza. O primeiro é Triptico.

Vejo Fissura como uma trama pesada que serve para pra ter uma boa idéia de como ele é, um detetive com um passado de pobreza e que luta para esconder de todos a sua dislexia.

Abigail Campano, de familia tradicional, mora em Ansley Park, bairro de alta classe em e um dia ao ao chegar em encontra uma cena de crime.

Cacos de vidro e sangue, e uma pessoa que parece sua filha de 17 anos, morta e desfigurada.

Ao lado dela, um rapaz com uma faca na mão, visivelmente atordoado.

Cega pela dor de ver a filha morta, ela  luta com o rapaz e consegue mata-lo  estrangulando-o com as próprias mãos.

Mas como neste livro nada é o que aparenta, logo se vê que a pessoa assassinada não é sua filha, que o rapaz morto não era o assassino…e Trent se vê com um caso intrincado nas mãos e com uma parceira que o detesta.

Ao final, uma trama sem pontas soltas, mas que se voce  ” der uma voadinha” perde alguma coisa.

Pra se ler com atenção.

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28º livro de 2016 – O Ultimo Templário – Raymond Khoury

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Um excelente livro que envolve história e religião

A trama acontece em duas épocas diferentes: Em 1291, os Cavaleiros Templários partem a bordo de um navio, transportando com eles um misterioso cofre que lhes foi entregue pelo Grão-Mestre da Ordem, às portas da morte.

Em Nova Iorque, pós-11 de Setembro,  quatro cavaleiros exibindo as insígnias da Ordem dos Templários invadem o Museu Metropolitano de Arte. Nesta investida de terror e destruição roubam o misterioso objeto tão bem guardado durante seculos.

Um livro que daria um excelente filme.

Vamos aguradar já que o escritor tambem é roteirista.

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27º livro de 2016 – A Irmã da Tempestade, de Lucinda Riley

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O segundo livro da série As Sete Irmãs, de Lucinda Riley.

Relembrando, no primeiro livro são seis meninas adotadas: Maia, Ally, Estela, Ceci, Tiggy e Electra, cada uma vinda de um lugar diferente.

Com a morte do pai delas, Pa Salt, cada uma recebe coordenadas que vão revelar o local onde nasceram.

No primeiro livro Maia, a primeira que chegou na casa de Pa Salt, vem para o Brasil. Lucinda Se inspirou em um livro sobre a construção do Cristo Redentor para compor a história linda da vida de Maia.

O livro termina com Ally ouvindo na extensão a voz do pai.

Neste segundo, Ally,  vai buscar suas origens na Noruega.

Duas coisas: Dona Lucinda demorou exatamente 103 páginas para chegar no ponto onde o primeiro volume parou; e ela sabe como ninguem contar uma história dentro de outra.

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26º livro de 2016 – A Boa Terra, de Pearl S. Buck

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A Boa Terra faz parte da Trilogia composta por A Boa Terra, Os Filhos de Wang Lung e A Casa Dividida, lançada logo no início da década de 30 e que fez um sucesso enorme nos EUA.

Hollywood produziu um filme sobre o livro. Assisti o trailer e todo o elenco principal era de atores ocidentais maquiados como orientais…

Enfim, a história começa no dia do casamento de Wang Lung. Eu já comecei com uma pena do rapaz, que mora sozinho nem suas terras com o pai velho e exigente depois que sua mãe morre.

Mas aí seguindo o raciocínio de Wang, de que “aquela era a ultima vez que se levantaria cedo, pois uma mulher viria para a sua casa”… já comecei a ter uma idéia do inferno que seria a vida da esposa de Wang.

Naquela época, quem não tivesse riqueza para se casar com membros da nobreza, comprava uma escrava de um senhor e a levava como esposa.

E foi assim que O-Lan se torna esposa de Wang. Sem nenhuma beleza, O-Lan no entanto é digna e trabalhadora. Ao lado de Wang trabalha duro para o sustento da casa sem nunca reclamar.

O livro é o retrato fiel da fome, da miséria e da diferença de classes na sociedade chinesa. O papel da mulher é de mercadoria e se ela for bela, culta e tiver pés pequenos, seu valor aumentava.

Se vou ler a continuação da Trilogia? Não sei, pois achei o livro cruel e acabei com muita raiva de Wang, o que valeu uma discussão profunda lá no meu grupo de leitura.

Enfim, pode até ser que acabe caindo nas minhas mãos num dia chato e modorrento e sem mais nada pra ler, mas só assim mesmo eu aceitaria ler a continuação da saga dos Lung.

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25º livro de 2016 – O Lago da Paixão, Barbara Delinsky

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Barbara Delinsky , de quem eu gosto muito, desliza em algumas partes deste livro e …derrapa em outras.

Vamos falar das derrapadas: pra que meu Deus, pra que, citar os pássaros gaviformes tanto assim????

E de todos os livros dela…este foi o único em que não consegui fazer um retrato mental dos personagens… os personagens pareciam não ter forma.

A sinopse fornecida pela Editora Record:

O Lago da Paixão conta a história de Lily Blake, uma talentosa cantora que preza bastante sua privacidade. Enganada por um repórter inescrupuloso ao dar uma entrevista sobre sua amizade com um eminente sacerdote católico recém-elevado a cardeal, ela acaba se transformando numa pessoa discriminada. Assediada pela imprensa, demitida do emprego e com as manchetes da mídia culpando-a por seu comportamento, Lily não encontra outra opção senão retornar à sua cidade natal, Lake Henry, situada na zona rural de New Hampshire. Lá, encontra John Kipling, editor do semanário local Lake News. Desde o princípio, Kipling vê Lily como uma vítima, além de um formidável personagem para o livro que planeja escrever. Tentando persuadi-la a processar seus detratores, Kipling sente-se cada vez mais atraído por Lily, sem se importar com a oposição dos amigos por ficar ao lado dela. O Lago da Paixão oferece uma história comovente do complexo relacionamento entre um homem enigmático e uma mulher vulnerável e assediada, que, juntos, lutam para encontrar um novo rumo para suas vidas, num lugar estranho, outrora chamado de lar...”

Lily irrita a principio por se deixar enganar tão fácil, por não conseguir se defender das acusações…mas depois vamos conhecendo seu passado de menina timida, arredia, marcada pela gagueira e pelas críticas da mãe.

Alí a maioria dos protagonistas tem uma história secreta, que vamos desvendando e que “justifica”suas ações atuais.

Ah, e de novo minha irritação em relação aos titulos  “abrasileirados”: Lake News, o nome do jornal da cidadezinha natal de Lily, Lake Henry, é o título original do livro.

“O Lago das Paixões” torna tudo tão óbvio que quase tira a graça do final.

Enfim… é Barbara Delinsky, eu gosto, e pronto.

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24º livro de 2016 – Os Mistérios da Coroa, de Nancy Bilyeau

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Sinopse: No século XVI, a Inglaterra vive tempos turbulentos: em 1534, o rei Henrique VIII rompe com o Vaticano e funda a Igreja da Inglaterra, dando início a uma série de conflitos religiosos. Ao fugir do claustro e deixar para trás sua pacata vida religiosa, a noviça dominicana Joanna Stafford, uma mulher que jurou servir a Deus, se vê arrastada para uma sórdida rede de mentiras, intrigas políticas e traições cujo objetivo é usurpar o trono inglês. Entre a devoção e o pecado, ela vai precisar se submeter às ordens do astuto bispo de Winchester, um homem traiçoeiro que tem sede de poder. Para garantir que seu pai continue vivo, a noviça aceitará ser espiã no priorado em que fez votos, onde está escondida uma coroa tão poderosa que pode pôr fim à Reforma Protestante na Inglaterra. O bispo conhece todas as lendas a respeito da relíquia, inclusive a de que estaria amaldiçoada, mas mesmo assim ele deseja usá-la, pois acredita que seus poderes místicos lhe ajudarão a destruir seus inimigos e a governar o país. Armada com determinação e coragem, Joanna confronta os traumas do próprio passado enquanto tenta concluir sua missão. Mas, quando ocorre um terrível assassinato, ela descobre que o priorado em que vive não é mais um lugar seguro. Ela resolve, então, deixar novamente a clausura e procurar a coroa em outros lugares. Acompanhada do jovem frade Edmund, Joanna visita castelos suntuosos e locais sagrados, como Stonehenge e a Abadia de Malmesbury, em busca da relíquia e de salvação para si mesma, sua família e o modo de vida sagrado de sua ordem religiosa.”

Primeiro livro da escritora que leio, mas é um romance histórico de primeira.

Eu fui contaminada por romances desta época desde a leitura de os Pilares da Terra.

Muitos escritores ja se lançarem na idade média de cabeça (Dan Brown, Ken Follet…) com muito sucesso, por isso acho que estes romances que voltam no tempo com um misto de suspense, ação, mistério vão continuar aparecendo para entreter os fãs.

este leva o selo “eu recomendo” do blog

recomendo

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23º livro de 2016 – A Montanha e o Rio, de Da Chen

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Um livro lindo sobre um período bem recente da história da China, de 1960 até os dias atuais.

Dois homens, Tan e Shento, filhos do mesmo pai, vivem quase uma vida toda  sem se conhecerem.

Shento é a “montanha” e foi salvo da morte quando sua mãe se jogou com ele de um precipício. Criado por um casal de curandeiros, cresceu pobre, mas inteligente e integro.

Tan, é o “rio“, criado no luxo de Beijing, em escolas caras e com uma criadagem imensa.

Quando seus caminhos se cruzam, as disputas não só no campo pessoal ( apaixonam-se pela mesma mulher, Sumi Wo), como no politico ( Shento é um coronel representante do totalitarismo comunista e Tan é capitalista) se transformarão em ódio puro e  suas vidas serão transformadas para sempre.

Chen demorou mais de 8 anos para escrever este livro.

Um dos melhores que li este ano.

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22º livro de 2016 – O Circo Invisível, de Jennifer Egan

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Um livro de 1995, o primeiro de uma escritora que ganhou o Pulitzer em 2011 com A Visita Cruel do Tempo, O Circo Invisível é uma surpresa!

Nenhum livro recente me fez pesquisar tão a fundo sobre a música e o momento politico da época ali mencionada, 1978.

A história gira em torno de Phoebe O’Connor e sua família e como eles foram afetados pelo suicídio de sua irmã Faith.

Com uma grande diferença de idade, 8 naos, Phoebe cresceu idolatrando a irmã mais velha, inteligente e culta. Com a morte da irmã e do pai, Phoebe já não encontra mais seu lugar no mundo e aos 18 anos vai para a Europa fazendo o mesmo roteiro da irmã, conhecendo os mesmos lugares dos postais enviados e tentando entender como foi que a irmã viveu seus ultimos dias.

Num flash back entre a infancia e os dias atuais, Phoebe tenta enxergar com olhos de adulta as pessoas que ela idealizou.

Jennifer é uma contadora de histórias. Não me senti lendo, mas ouvindo a história como se alguem a narrasse.

Vale a pena escutar Surrealistic Pillow e Plastic Fantastic Lover, do Jefferson airplane… e Moonchild do King Crimson pra entrar no clima psicodélico de Phoebe.

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21º livro de 2016 – Baunilha e Chocolate, de Sveva Casati Modignani

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Aproveitando a boa vontade da Sophia ( embora a fuça dela demonstre outra coisa) em posar para fotos de livros, lá vai mais uma resenha.

Acabei ontem a noite e dá pra entender bem porque Sveva é uma das mais aclamadas escritoras italianas.

É não apenas a história de Penélope (Pepe)e seu marido Andrea, mas tambem de suas famílias.

Já no início de Baunilha e Chocolate, uma carta de Pepe para seu marido explica a razão de sua separação:

“Querido Andrea, desgraça da minha vida,
tantas vezes ameacei ir embora, e nunca o fiz. Agora, vou-me embora. Sabes como sou lenta, mas tenaz, nas minhas decisões.
Em dezoito anos de casamento fui medindo o teu egoísmo, a tua capacidade de mentir, os teus medos, a tua infantilidade.
Não quero saber como te vais arranjar sem mim, uma vez que, sozinho, não és sequer capaz de abrir uma lata de cerveja”…

Depois de dezoito anos de casamento Pepe não aguenta mais as mentiras e infidelidades de Andrea e vai passar uns tempos na casa de praia de sua família.

Apesar da crise entre os dois, existe alí muito amor e admiração um pelo outro.

E é  na ausencia dela que Andrea percebe que a esposa é o astro em torno do qual tudo ( familia, amigos, filhos) gira.

Longe dos filhos (Daniele, Lucia e Luca)e marido, sozinha na casa de praia, Pepe tambem reavalia sua vida e seu relacionamento conflituoso com a mãe Irene.

Um livro com personagens tão  sólidos ( até Luca na sua sabedoria de seis anos de idade, nos faz rir e pensar) que me vi torcendo por todos!

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