Sem Rumo ( Ruderless)

Alguns filmes a gente assiste várias vezes.

Seja pela fotografia linda (ahhh e os filmes baseados nos romances de  Jane Austen são assim…), pela presença do ator preferido ( assisto TODOS os filmes da Meryl my BFF Streep) ou a trilha sonora de matar.

Nesta categoria se encaixam vários, e um deles é Ruderless, Sem Rumo.

Que assisti DE NOVO ontem.

Aliás Ruderless tambem foi lançado com o nome de Força para Viver.

Prefiro Sem Rumo mesmo, pois é o que mais se encaixa na situação dos personagens.

rudderles

O filme que não é produzido por nenhum grande estudio, não tem grandes nomes no elenco, salvo Selena Gomez que faz uma ponta e canta uma musica.

Bem, eu falei que não tem grandes nomes????

Não é totalmente a verdade pois tem Billy Crudup, Lawrence Fishburne, Felicity Huffman…

A direção perfeita de William H. Macy, muito conhecido pelo personagem do marido mau carater que manda sequestrar a esposa em Fargo,

William H Macy

coloca este filme na lista daqueles que voce precisa ver antes de deixar este mundo.

Aliás ele é coautor na história. E tambem interpreta Trill, o dono do bar onde o pessoal se reune pra beber e cantar.

A história ja começa com a música sendo o elo importante que vai ligar os personagens.

Billy Crudup (Sam) , que eu adoro desde que interpretou o filho em  Peixe Grande e suas Histórias, e ja cantou em Almost Famous, é um super publicitário que passa por uma tragédia familiar. Seu filho Josh se suicida, não sem antes matar alguns alunos da universiade onde estuda.

Sam literalmente perde o rumo da vida, perde o emprego bem pago, a mulher (Felicity Huffman, a Lynete Scavo de Donas de Casa Desesperadas), vai morar num barco e vive de sub empregos.

Enquanto que Sam não supera a perda, Emily a ex esposa, se casa, tem um bebe e se muda para outra cidade deixando na marina onde Sam mora os caixotes com as coisas de Josh.

Sam vai jogar tudo fora, quando encontra os CDs com as musicas do filho e o caderno com as letras. Sam começa a canta-las, e as ouve sem parar na esperança de entender o que se passou. Numa das quartas de microfone aberto do Trills Bar, Sam resolve cantar Home.

Quentin, um musico, ouve, se anima e blábláblá montam uma banda.

Assistam o filme, que eu não vou contar o resto…pois tudo isso é para falar da trilha sonora impecável e poderosa do filme.

Cada musica é um mergulho nos sentimentos de Sam e da sua dificuldade em entender a morte do filho.

Over your  shoulder é tão parecida com as musicas do album Moddison de Milo Greene, que ja fui procurar a presença dele na autoria das musicas, sem sucesso.

Então as musicas, incriveis, foram todas compostas para o filme por Eef Barzelay e por Billy Crudup. Um espanto este filme em que os atores se revelaram ótimos cantores!

Para quem quiser ouvi-las é só pesquisar por nome e ter uma surpresa agradavel.

 

 

01. Home – Billy Crudup
02. Over Your Shoulder – Rudderless
03. Hold On – Ben Kweller and Selena Gomez
04. Sam Spirals – Eef Barzelay
05. Beautiful Mess – Rudderless
06. Stay With You – Rudderless
07. The Two-Year Hangover – Eef Barzelay
08. Real Friends – Rudderless
09. Asshole – Ben Limpic
10. Some Things Can’t Be Thrown Away – Eef Barzelay
11. Wheels On The Bus – Rudderless
12. A Day On The Water – Eef Barzelay
13. The Gig Is Off – Eef Barzelay
14. Sing Along – Billy Crudup

Ruderless não ganhou os cinemas, mas passa direto pelas TVs a cabo.

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7º livro de 2016 -Jardim de Mentiras, de Eileen Gould

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Sylvie vive um conto de fadas casada com Gerald Rosenthal. Moça pobre e sozinha, agora ela mora numa casa linda e tem os vestidos com os quais sempre sonhou. E sua relação com o marido se não é apaixonante, pelo menos é confortavel.

Mas num momento de bobeira, ela se envolve com o rapaz grego que vai trabalhar na mansão. Sylvie só percebe que está gravida dele depois que ele é despedido.

Com o parto chegando Sylvie se preocupa com a aparencia da criança, já que se nascer morena como Nikos, sua traição ficará evidente.

E nasce uma menina, morena.

A sorte é que Gerald estava viajando, e o parto ocorreu em um hospital de bairro onde Sylvie não era conhecida. Durante a noite um incendio toma conta do hospital. Sylvie pega o bebe da cama ao lado para salva-lo e acaba sendo confundida como mãe dele.

Sylvie leva para casa a pequena menina, loira, cuja mãe havia morrido no incendio,  e lhe dá o nome de Rachel. E deixa Rose, sua filha verdadeira, ser criada pela outra familia.

A partir daí começa um emaranhado de mentiras e confusões destes personagens que se esbarram entre si sem nunca terem se conhecido.

Eu gostei. Eileen parece ser do mesmo time daquelas escritoras americanas dos anos 70-80, tipo Jacqueline Susan.

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6º livro de 2016 -O Enigma do Quatro, de Ian Caldwell e Dustin Thomason

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O livro Hypnerotomachia Poliphili foi escrito a mais de 500 anos. A tradução do titulo seria algo como A luta amorosa de Poliphilo em um sonho.

Sua autoria é incerta, mas o nome do frei Franceso Colona é citado sempre, pois as letras iniciais de cada capítulo formavam a sentença: ” irmão Francesco Colonna amava Polia intensamente”.

O fato de ter sido impresso pelo veneziano Aldo Manuzio, conhecido por ser o primeiro impressor profissional da Itália,  confere verdade ao texto.

A narrativa é cheia de aventuras e fala do amor do jovem Poliphilo pelo sua amada Polia.

O que o torna famoso é que poucos conseguem entende-lo…Tambem é cheio de ilustraçoes magnificas, feitas por um artista desconhecido.

Só em 99 apareceu a primeira versão completa do Hypnerotomachia Poliphili.

E é este romance interessante e incompreeendido o ponto de partida de O ENIGMA DO QUATRO, de Ian Caldwell e Dustin Thomason.

Começo declarando o que eu esperava logo nas primeiras páginas: a trama atual costurada à história antiga e a relação dos personagens com ela.

Depois de muitas páginas percebi que o livro dava fundo a verdadeira trama: a amizade dos 4 universitarios de Princeton, e em particular, o forte elo entre Tom e Paul.

Se há  flashbacks na trama, não remonta a 500 anos atras, mas o suficiente apenas para que saibamos como Tom conheceu cada amigo ali, e como era o seu relacionamento com seu pai. Aliás, os flashbacks as vezes nos enganam, fazendo nos pensar ser parte da história atual, cuidado!

Os quatros jovens, Paul, Tom, Gil e Charlie estão juntos desde o inicio da faculdade. Paul, menino pobre e sem familia nem acreditou quando conheceu Tom, filho de um professor universitário e tambem estudioso do Hypnerotomachia. O livro é a sua tese de formatura, mas durante as pesquisas Paul encontra a prova de que em suas páginas se encontra a pista para encontrar um tesouro.

Mas o orientador de Paul, Vincent, parece a todo custo querer desanimar o rapaz em suas pesquisas.

E a todo hora aparecem eventos estranhos envolvendo o livro e até roubos e uma morte.

O Hypnerotomachia Poliphili é como uma mulher sensual, que enfeitiça quem se envolve com ele. Paul consegue colocar seus amigos na pesquisa, mas Tom, embora recuse no início, aos poucos vai notando que não pode se afastar do livro.

O livro é cheio de frases lindas e bem escritas, como esta dita à Tom por seu pai: “O forte tira do fraco, Thomas, mas o esperto tira do forte.”. Durante toda a trama Tom vai se lembrar desta frase e como ela se aplica a cada situação.

Ou: “nunca se entregue de maneira tão profunda a alguma coisa cujo fracasso possa lhe custar a felicidade”.

O Enigma foi espinafrado sem dó pela Folha, e alguns críticos.

Mas voces sabem o que eu acho de críticos. Uma coisa é um leitor dizer que não gostou, que achou confuso, ou que não conseguiu prestar atenção à trama. Outra coisa é dizer que o livro é ruim, que a traduçao é pessima e blá, blá, blá.

Vale a pena ler.

ps: para quem se interessa há versões do Hypnerotomachia Poliphili para download ou para comprar

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Meu atelier…e eu lá tenho isso???

Eu não sou artesã mas de vez em quando faço alguma coisa pra ocupar o tempo ( como se ele estivesse sobrando…)

Encapo caixinhas, pinto vasos, moveis, o cabelo e o chão junto.

Muita coisa usando a técnica do ensaio e erro, aprendendo no youtube, ou perguntando às amigas arteiras.

Começo trabalhos que não termino e termino trabalhos que acabo não usando.

Eu faço estes trabalhos sempre na varanda da minha casa. Ali é fresco, dá pra lavar tudo depois.

Forro o chão com uma velha toalha de plastico. E minha jarra de água com muito gelo, meu som, meu telefone, minhas gatas e a cachorra.

Espalho meus poucos  instrumentos à volta. Poucos porque como não sou artesã não invisto nisso, então acabo usando o que tenho à mão.

À vezes me vejo sem pinceis e improviso com estopa entenderam? Buchinhas de cozinha também são ótimas e quebram um galhão.

Assim neste ambiente eu vou fazendo minha bagunça e fico ali envolvida, esqueço que tenho marido e filhos, gatas e cachorra pra alimentar, mas aí como são grandinhos se viram.

E ja aprenderam que se eu sou deixada em paz ali, “criando” não pego no pé de ninguém, não encho o saco, não mando arrumar quarto, etc…

Oras, diante deste paraíso o que é o trabalho de sair e comprar espetinhos não é? Nada.

O trabalho manual  dá esta chance de me isolar e eu fico ali, sozinha, ensimesmada, penso na vida, penso nos outros, penso muito, enfim, me faz bem.

Outro dia minha norinha Anna me disse que eu precisava de um atelier. Um canto meu.

Enquanto eu trabalhava num aparador pensei nesta idéia.

E me lembrei de um filme que assisti várias vezes, “Um Amor Verdadeiro”.

Apesar de colocarem Renèe Zellweger (Ellen) como personagem principal, da jornalista que coloca sua carreira em risco para ir cuidar da mãe que está morrendo de câncer, pra mim, a mãe, Meryl Streep é a personagem principal.

Meryl é a mãe, esposa e mulher perfeita, que tem a casa impecável, cozinha bem, tem amigas às quais ela se dedica.

Ela tem um pequeno atelier onde faz pequenos trabalhos ( alguém duvida que ela  também costure??) inclusive um mosaico feito de caquinhos de porcelanas que ela foi quebrando.

Pelo que percebi é um projeto que ela desenvolve ao longo dos anos, pois ali estão cacos de lembranças…

o trabalho é mais ou menos parecido com este da foto abaixo.

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Gostaram?

 Kate (Meryl) tem uma personalidade romântica e feliz, e isso sempre foi alvo de ironias por parte de Ellen que via no pai, (William Hurt, George) escritor e professor universitário, um ídolo, um exemplo de pessoa bem sucedida na carreira. 

A convivência estreita ali, durante a doença da mãe, faz com que ela enxergue o pai como ele realmente é, nem tão respeitado como ela imagina no mundo acadêmico, alcoólatra e mulherengo e sem coragem de enfrentar  e aceitar a doença de Kate.

Kate sempre foi a pessoa que costurava com fios invisíveis a vida de todos ali, deixando tudo confortável. Sua doença que a coloca em inatividade de todas as tarefas faz com que todos  vejam a sua importancia.

Ellen começa a admirar a fibra e a personalidade da mãe, e pra mim o ponto alto da aceitação dela foi quando ela se curvou sobre o trabalho inacabado da mãe e o assumiu, colando cada caquinho ali guardado em pequenos potes, terminando o que mãe não terminaria nunca.

O filme é ótimo e nos faz pensar, assistam…

E eu estava ali, fazendo o meu próprio mosaico, não tão romântico quanto o de Kate, apenas pastilhas e tozetos de cerâmica.

Quadradinhos que bem alinhados não precisam de muita arte e empenho para serem combinados.

De novo, como não sou artesã não tenho nem o jeito para cortar azulejos e nem o material (torques, óculos)…só trabalho com pastilhas, mas um dia também aprendo.

Querem ver como ficou?

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Ele era beginho e tinha uns ladrilhos de 10 x 10 muito mal assentados_trabalho meu_ e usei assim um tempão ate que enjoei.

Vi que poderia fazer melhor e meti o martelo em cima quebrando tudo, lixando, colando, rejuntando e pintando e por fim, ficou como eu gosto.

Pensando sobre o atelier eu cheguei à conclusão que não preciso de um comodo fechado em que eu fique lá trabalhando, alheia a tudo, pois eu gosto mesmo de trabalhar na varanda e às vezes até no meio do quintal, vendo e ouvindo tudo o que acontece.

O eu preciso é de um lugar para guardar meus apetrechos, que ficam espalhados em vários lugares da casa, tipo embaixo do tanque, no quartinho de despejo, na casa de maquinas da piscina.

E também de também material novo e bom, de uma lixadeira orbital, de torqueses, pincéis…

Não que eu vá me profissionalizar. Por que não me imagino vendendo o que faço.

Mas vou fazer com mais técnica e sem tanto improviso o que eu gosto tanto de fazer.

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5º livro de 2016 – O Anel – A Herança do Ultimo Templário, Jorge Molist

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Cristina é uma jovem advogada no melhor momento de sua vida: tem sucesso no trabalho, mora em NY, e esta noiva de um rico corretor da bolsa de valores.

No dia de seu 27º aniversário ela recebe dois anéis: o esperado anel de noivado, e outro de rubi, que chegou de Barcelona sem remetente.

Cristina já esta tão ambientada aos EUA que nem se lembrava mais de sua cidade natal, mas quando começa a ter sonhos em que presencia uma guerra antigo e sangrenta, começa a se preocupar e achar que a razão deles está diretamente relacionada ao anel e à cidade de  Barcelona.

E é para lá que ela vai, se despedindo do noivo, tirando licença do emprego, brigando com sua mãe Maria Del Mar que a quer longe de Barcelona e das pessoas de lá e pior: se metendo em aventuras pelas quais ela não pediu pra entrar!

Cristina fica abalada ao rever Oriol, seu namoradinho de infância, e começa a pensar como seria reatar depois de tantos anos…

Um romance de ação com um pouco de história.

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4º livro de 2016 – Jogando por Pizza, John Grishan

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Um John Grishan totalmente diferente das disputas judiciais de costume.

Um livro pequeno, quase de bolso, mas delicioso.

Grishan fala tão bem das comidas e da hospitalidade do povo italiano que eu achei tudo muito familiar…

Rick Dockery é um quarterback que fracassou em todos os ultimos times nos quais jogou.

Sua ultima atuação foi tão ruim que ele impediu seu time de conquistar o Super Bowl.

Demitido e por baixo, ele aceita a contragosto uma vaga no Parma Panthers, em Parma, na Itália.

De inicio Rick é conquistado pela comida, que ele aprende a saborear devagar em demoradas refeições com seus amigos do time. depois se deixa encantar pelos monumentos e pela amizade fraterna do pessoal à sua volta.

Mas Rick precisa se comprometer com o time, coisa na qual ele não é lá muito bom.

Apesar das jogadas bem explicadinhas, eu continuo sem entender nada de futebol americano.

Mas consegui ver com detalhes cada ponto turistico ou prato descrito por Grishan.

Um livro obrigatório para quem gosta do autor.

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3º livro de 2016 – Minha Ultima Duquesa, Daisy Goodwin

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Minha Ultima Duquesa, Daisy Goodwin, Editora Fundamento

O ano é 1893 e Cora Walsh é uma jovem americana, herdeira de uma fortuna imensa. Seus pais são novos ricos, e por isso não muito respeitados pela sociedade.

Para chamar atençao e ganhar respeito, a mãe de Cora, a Sra Walsh dá festas maravilhosas onde avalia os pretendentes da filha.

O sonho da Sra Walsh é casar a menina com um nobre.

Depois de uma festa em que tudo deu errado, resultando inclusive numa cicatriz que a Walsh mãe levaria para sempre, Cora embarca para uma temporada na Inglaterra.

Cora é um a menina criada para ser a anfitriã perfeita, culta, inteligente, então é uma surpresa quando ela sofre um acidente de equitação, sendo socorrida pelo Duque de Wareham.

Cora fica em seu castelo, sendo cuidada pelos empregados enquanto Ivo, o Duque, mantem uma distancia respeitosa.

A moça se encanta com o Duque, uma pessoa com aparencia enigmatica, e  aceita imediatamente seu pedido de casamento, mesmo sem quase conhece-lo

A péssima situaçao financeira das terras de Ivo, Lulworth, é de conhecimento geral. Mas Cora e sua familia acham normal que a fortuna pessoal da moça sirva para tirar as propriedades do ducado da miséria em que se encontra.

Cora vai lutar para ser feliz,ainda que tenha que conviver com o passado misterioso de Ivo e a frieza da sociedade inglesa.

Eu gostei do livro.

https://www.youtube.com/watch?v=uCKZ8QuMLzk

 

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2º livro de 2016 – VOLTA AO LAR, NORA ROBERTS

voltaaolar

Nora Roberts com seus mais de 200 romances, consegue nos prender até o final, sempre.

Em Volta ao Lar, ela reuniu tres histórias curtas sobre a sensação de estar de volta ao lugar de onde nunca se deveria ter saído.

Concerto Inacabado e Ilha das Flores tem tanto em comum!

Nas duas histórias suas protagonistas voltam a procura do relacionamento perdido com a familia e encontram o amor.

Já em Sem Promessa, Sem Compromisso, mostra que o amor às vezes começa com uma certa implicancia…

Histórias pra serem lidas assim, num estalar de dedos e depois esquecidas.

Pode ser o final do domingo, mas eu fico azeda com alguns livros.

Eu não sou lá uma criatura muito romantica e me parece meio batido fazer os protagonistas apanharem mais que vaca que entrou na horta antes de encontrarem o verdadeiro amor para todo o sempre amem. Mas como diz a musica “o pra sempre, sempre acaba”.

Pra que juntar o casal quase no final do livro e faze-los viver  “o melhor amor da vida deles”se durante a maior parte da trama teve a maior muvuca, brigas e desconfianças? Que tipo de relacionamento pode vir dai?

O que eu vejo na vida são bem menos finais  felizes, e cada um se virando muito bem depois…Depois de chorar, depois  amargar sábados em casa, depois de deletar fotos, etc…

Mas depois, dar a volta por cima.

É isso ai: esta faltando livros em que o romance comece ardente, mas depois que a paixão acaba mostre como cada um se saiu bem desta.

Como é na vida real…

 

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Morar em cidade pequena

Existem  coisas encantadoras no fato de morar numa cidade pequena: uma delas é que as pessoas nunca parecem estranhas pois com  certeza voce já as viu em algum lugar.

Outro dia eu estava acompanhando meu marido em alguns exames e já fui preparada para enfrentar horas de espera: meu livro (À primeira vista), o celular, a agenda que é a extensão do meu braço, enfim, olhei à minha volta, cumprimentei todos e me preparei para começar a leitura.

Ding Ding fez aquele sininho na minha cabeça: olhei de novo  e reconheci todas aquelas pessoas ali.

Uma moça com cara de professora, bonitona, uma senhora em quem eu havia esbarrado naquela semana e trocado umas palavras num supermercado, e um senhor de uns 70 e tantos anos que eu ja havia notado andando pela cidade.

Nenhuma delas eu conhecia formalmente por ter sido apresentada…só mesmo de vista.

Deixei o livro de lado pois vi que encontraria mais diversão na conversa do que Nick Sparks poderia me proporcionar no momento.

Em alguns minutos, as pessoas que eu conhecia “de passagem”se revelaram como Jane, ex professora do meu sobrinho ( com direito a mostrar as fotos dele, atuais, que ela admirou orgulhosamente) e Yara, a irmã de um amigo do meu pai.

Quanto ao senhor, Orlando, cabe um parenteses aqui: alto, magro e muito bem para os seus 84 anos, ele usava uma calça jeans color cor de telha, uma camiseta cinza, alpargatas e boina.  Achei mUderníssimo!

E comentei que já o havia visto na rua e admirado a jovialidade dele.

Professor universitário aposentado e artista plastico, se revelou um excelente acompanhante para aquelas tres mulheres faladeiras, falando da carreira, de arte e  sua rotina diária com a esposa, das tarefas de cada um dentro do apartamento, enorme agora para eles dois.

Todos estávamos ali acompanhando alguém, e ele estava esperando a filha, que chegou naquele momento  e que eu  conhecia só de passagem também, o que eu já nem estranho mais.

O tempo foi passando e eu nem percebi, e meu marido saiu da sala de exames e me procurou na sala enorme.

Me avistou la no fundo, de pé, num grupo animado onde todos se despediam aos beijos e abraços e me olhou intrigado.

Fui contando sobre o assunto no caminho e ele me olhou com aquela cara de “meu deus, voce consegue fazer uma festa numa sala de espera“…

Não é bem assim. Esperas são sempre um tédio, uma perda de tempo.

Tentar torna-las menos chatas já é um habito meu. Mas encontrar gente bacana pra conversar é sorte mesmo!

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1º livro de 2016 – À PRIMEIRA VISTA – NICHOLAS SPARKS

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2015 foi um ano corrido, de muito trabalho, mas ainda assim consegui ler meus 50 livros. Um por semana.

50 foram os que consegui terminar, pois fui deixando alguns pelo caminho, sem paciencia

Livros que peguei por impulso achando que seriam bons, tipo o “Fantasmas do seculo XX”” de Joe Hill.

Pegar um livro de um escritor por que ele é filho de outro, premiadissimo é o mesma coisa que achar que a minha feijoada é igual à da minha mãe…então tá.

À Primeira Vista, de Nicholas Sparks fala das mudanças que Jeremy Marsh enfrenta.

Divorciado e levando uma confortavel vida de solteiro, em poucas semanas ele conhece uma moça, se apaixona e muda de NY para uma pequena cidade do interior, Boone Creek.

E mais: Lexie está gravida, e alem dos preparativos para o casamento, Jeremy ainda tem que levar adiante a reforma da casa que compraram e um inesperado bloqueio de criatividade. Jeremy não consegue escrever para a revista onde trabalha.

Descubro depois, comentando com uma amiga, que “À  primeira vista ” é continuação de “O  Milagre”…que eu não li!!! Nick, engraçadinho, voce não é disso, tipo escrever livros com o final “continua…”, enfim, é outro que terei que ler.

Outro dia alguem criticou os livros de Sparks, por serem comerciais, e ok, não tem como fugir desta constatação: romances deles vendem como cerveja num dia quente! E que todo livro segue a formula “mocinhoemocinhaseencontramsegostamsofremeficamjuntosnofinal”

Mas é assim que ele faz sucesso, le quem quer. Li por que caiu na minah frente, literalmente.

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