26º livro de 2016 – A Boa Terra, de Pearl S. Buck

coisadelilly.wordpress.com

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A Boa Terra faz parte da Trilogia composta por A Boa Terra, Os Filhos de Wang Lung e A Casa Dividida, lançada logo no início da década de 30 e que fez um sucesso enorme nos EUA.

Hollywood produziu um filme sobre o livro. Assisti o trailer e todo o elenco principal era de atores ocidentais maquiados como orientais…

Enfim, a história começa no dia do casamento de Wang Lung. Eu já comecei com uma pena do rapaz, que mora sozinho nem suas terras com o pai velho e exigente depois que sua mãe morre.

Mas aí seguindo o raciocínio de Wang, de que “aquela era a ultima vez que se levantaria cedo, pois uma mulher viria para a sua casa”… já comecei a ter uma idéia do inferno que seria a vida da esposa de Wang.

Naquela época, quem não tivesse riqueza para se casar com membros da nobreza, comprava uma escrava de um senhor e a levava como esposa.

E foi assim que O-Lan se torna esposa de Wang. Sem nenhuma beleza, O-Lan no entanto é digna e trabalhadora. Ao lado de Wang trabalha duro para o sustento da casa sem nunca reclamar.

O livro é o retrato fiel da fome, da miséria e da diferença de classes na sociedade chinesa. O papel da mulher é de mercadoria e se ela for bela, culta e tiver pés pequenos, seu valor aumentava.

Se vou ler a continuação da Trilogia? Não sei, pois achei o livro cruel e acabei com muita raiva de Wang, o que valeu uma discussão profunda lá no meu grupo de leitura.

Enfim, pode até ser que acabe caindo nas minhas mãos num dia chato e modorrento e sem mais nada pra ler, mas só assim mesmo eu aceitaria ler a continuação da saga dos Lung.

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Sobre coisadelilly

mulher, mãe e esposa, workaholic; uma inconformada com a situação mundial; uma pessoa que ama cães, caminhar, ir a liquidações, comer jujubas; viciada em seriados americanos; prendada mas sem tempo de colocar em pratica suas habilidades; desprovida de inveja e más intenções; uma pessoa que adora joaninhas, pink, flores, romantismo, craft, musica; um pé no presente, um no passado, a cabeça no futuro; uma pessoa nada facil; que tenta se livrar do saco de ossos de vidas passadas, que vive o agora; que esqueceu o que não devia e lembra o que não quer; uma pessoa na versão enciclopédica 2.0 que não pode ser resumida.
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