26º livro de 2014 – Quase Tudo, Danuza Leão

coisadelilly.wordpress.com

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Como não admirar esta mulher que ja foi tudo na vida? Que encantava com sua beleza exótica, cultura e inteligencia?

E que já passou dos 70, mas ainda fica linda so de camisetinha branca e jeans?

Em seus livros anteriores e nas cronicas da revista Claudia e Folha ela fala de situaçoes engraçadas, das cronicas em jornais e revistas, mas neste livro ela fala da sua vida.

Quase tudo, pois nota-se que ela nao se aprofunda muito…bem de leve Danuza conta da infancia até hoje.

Mas quem leu nas entrelinhas sabe o tanto de angustia que cada teve em cada momento, mesmo enquanto trabalhava como hostess de boite famosa, linda e de salto alto.

No livro ela fala de maneira bem leve da sua adolescencia com amigos famosos, da carreira de modelo internacional, do seu casamento com um homem quase 20 anos mais velho, dos filhos, dos momentos politicos ( os anos de chumbo) do país; e da relaçao com a irmã Nara, 10 anos mais nova, tudo intercalado com a perda das pessoas que mais amava (marido, o filho Samuel, pai, mãe, irmã, amigos), os varios empregos que teve…até finalmente descobrir o talento para escrever.

É um equivoco confundir esta mulher com uma socialite futil.

Eu mesma só a descobri tarde. Era tipo “Danuza, a irmã da Nara famosa pelos joelhos lindos”. Pra mim a famosa era a Nara… Danuza pertencia a outro mundo.

Comecei a prestar atençao nela um dia em que vi a sala de um apartamento em que ela morava. Uma das paredes tinha estantes de aço, daquelas de *escritório, pintadas em branco, ali, livros, discos, ceramicas e quadros.

Pensei: “que descolada…quem pensaria em colocar estas estantes numa sala chique da Vieira Souto?”

Vi tambem as mesmas estantes no banheiro com uma coleçao de lindos sapatos…

Depois comecei lendo as cronicas e parecia que eu estava vendo aquela mulher ali, sentada numa poltrona na minha frente, pernas encolhidas sob o corpo, de caftan de seda e cabelos soltos e desalinhados, gesticulando e me contando o caso.

Cada cronica era aguardada com ansiedade, lida, analisada, e depois eu ria ou fica refletindo sobre tudo.

Gosto de Danuza, sem fanatismos, sem ser macaca de auditório, gosto como a gente gosta de uma pessoa que não se conhece bem, mas que topa com voce todo dia e lhe dirige um sorriso sincero.

Danuza combina bem com o sobrenome Leão.

A juba loira revolta, ou as vezes domada, como moldura de um rosto que não seria bonito se não fosse a incrivel personalidade desta mulher.

Gostem dela …ou não, a mim não importa.

E gosto e ponto.

O livro? Ótimo, como tudo dela.

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Sobre coisadelilly

mulher, mãe e esposa, workaholic; uma inconformada com a situação mundial; uma pessoa que ama cães, caminhar, ir a liquidações, comer jujubas; viciada em seriados americanos; prendada mas sem tempo de colocar em pratica suas habilidades; desprovida de inveja e más intenções; uma pessoa que adora joaninhas, pink, flores, romantismo, craft, musica; um pé no presente, um no passado, a cabeça no futuro; uma pessoa nada facil; que tenta se livrar do saco de ossos de vidas passadas, que vive o agora; que esqueceu o que não devia e lembra o que não quer; uma pessoa na versão enciclopédica 2.0 que não pode ser resumida.
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3 respostas para 26º livro de 2014 – Quase Tudo, Danuza Leão

  1. cleusa pasqualin disse:

    Ansiosa pra começar a ler este livro. Encomendei na Saraiva e chega dia 30…tbm gosto dela, sem ser fanzoca, mas talvez por ela fazer coisas que gostaria, mas não tenho coragem de fazer. Bjo Lilly

  2. Vindo dessa mulher maravilhosa, este livro realmente será muito interessante e cheio de experiências com as quais vamos aprender um pouco mais da vida.

  3. Lúcia Soares disse:

    Gosto dela, leio tudo que escreve e tenho todos os seus livros. Mas não se engane, ela ainda é uma deslumbrada, só não tem mais grana para bancar seu lado socialite. ela tem quase 80 anos, se já não tiver. E uma bagagem enorme de vida, com muito show, muita grana e muito sofrimento. Sou fã justamente pq ela soube se adaptar à nova vida, se reinventou, não ficou parada no tempo, chorando pitangas e lamentando o glamour da vida passada. Ela é realmente uma mulher de peso, consciente, embora ainda traga em si um pouco do esnobismo dos áureos tempos. Fica tudo nas entrelinhas. Beijo, Lilian.

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