criando gatos dentro dos muros

Tive gatos minha vida toda, menos a partir do meu casamento. Aí só tive cães, 3 , todos da raça pastor alemão e femeas.

Só recentemente aquele lindo do Keith veio morar conosco e alegrar a casa com suas brincadeiras de gato-menino.

Logo que ele chegou moravamos numa rua muito movimentada, na esquina de um cruzamento torto, e não era raro batidas e atropelamentos ali.

Logo imaginei meu nene gatinho escapulindo de casa e sendo atropelado, então criei o Keith impedindo que ele saísse de casa; eu até saia com ele na calçada, mas ele nunca saia sozinho.

Mudamos para cá e o transito é pior ainda; Keith bobo e tapadão é o tipo do gato que vai atravessar a rua, acha um buraco e deita dentro. Mas a gataiada da vizinhança passeia livremente pelas calçadas, numa elegancia e liberdade que me deixam com inveja,

Porque justo o meu gato tinha que ser bobão? Porque ele nao é descolado como o gato preto da esquina que tem a maior cara de pilantra e não tem medo de ninguem?

Depois de ver um post sobre criação indoor de gatos no FB ( sim, eu voltei pro FB) e discordar veementemente dele, caí em mim e vi que eu mesma pratico isso.

Não por escolha, mas por que fui ficando sem opções: era isso ou ver meu gato atropelado, sumir e não voltar.

Mas gatos são livres, selvagens, acho tão injusto cria-los com limites.

Meus gatos saiam durante dias, voltavam cheios de carrapichos, magros, cansados…o Billy um dia voltou com um tiro de chumbinho na cara!( eu tambem vivia na rua quando era criança e no entanto meus filhos só saiam comigo ou com o pai…sinal dos tempos?)

Bem, como eu resolvo a situação do Keith: coloco um banquinho ao lado do portão da frente e ele fica ali, apreciando o movimento, quietinho:

keith 2

Mas se ele está no meu colo não é dificil que ele rosne quando ve alguem diferente ou um cachorro.

keith

No colo da mãe todo mundo é mais valente né?

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Sobre coisadelilly

mulher, mãe e esposa, workaholic; uma inconformada com a situação mundial; uma pessoa que ama cães, caminhar, ir a liquidações, comer jujubas; viciada em seriados americanos; prendada mas sem tempo de colocar em pratica suas habilidades; desprovida de inveja e más intenções; uma pessoa que adora joaninhas, pink, flores, romantismo, craft, musica; um pé no presente, um no passado, a cabeça no futuro; uma pessoa nada facil; que tenta se livrar do saco de ossos de vidas passadas, que vive o agora; que esqueceu o que não devia e lembra o que não quer; uma pessoa na versão enciclopédica 2.0 que não pode ser resumida.
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14 respostas para criando gatos dentro dos muros

  1. formaplural disse:

    Nunca tive gatos, então sei bem pouco sobre seu comportamento. Mas confesso que achei ótimo esse banquinho aí, que figurona ele fica apreciando o movimento. Fez até lembrar da minha avó que, depois de velhinha, ficava sentada na poltrona da sala com a porta escancarada para ver o rolava fora do portão. Beijo!

  2. lili disse:

    Antes frustrado que atropelado.

  3. ana Lucia Pannain disse:

    acho que você está mais do que certa em querer proteger seu lindo, ele não foi criado solto como disse, seria muito cruel agora solta-lo tão despreparado para a rua…Confesso que esta foto dele olhando a rua me deixa com pena, fico imaginando o que diria se falasse…quanto ao gato preto pilantra da esquina seria meu Tabaco? rsrsrsrs Moro numa esquina, ele é preto e pilantra, vive arrumando briga rsrsrs… Mas o que realmente quero te falar é que não se sinta mal pela falta de liberdade do Keith…ele é muito bem cuidado, amado, mimado, vive confortavelmente…foi criado, por conta das circunstâncias, protegido e deve continuar a protege-lo sem esta angustia que está sentindo. Beijos e vida longa para o Keith!!!!

  4. Adriane Bertoncello disse:

    Hoje em dia tem muita gente cruel que não poupa nada, ele não merece… os meus tambem ficam fechados em casa, eles tem medo da vizinha que sai na porta (moro num condominio fechado) mas tem uma moradora que tem um gato interessante, anda na coleira pelo condominio como se fosse exatamente um cachorro, acho incrivel… o gato cheira as plantas, não se assusta com as pessoas e anda normal, me parece de raça…os meus se assustam com o vento, o Fumi inclusive já voltou com chumbinho na coxa trazeira quando no inicio eu deixava ele solto a noite, depois dessa nunca mais… bjs pra ti, pro keith e pra Loba.

  5. Fabiolla disse:

    Que coisa mais lindinha ele olhando a movimentação da rua!!!! Own
    As pessoas tem um preconceito enorme com gato, então não é dificil ver alguem maltratando um na rua! Acho melhor ele ser “frustado” por estar preso do que sofrer com esses loucos na rua

    Beijinhos

  6. Mara disse:

    Lilly, em frente a minha casa tem um gato maravilhoso, o nome dele é Nino, ele tem o nome na coleira e o tel de casa, sempre que posso lhe faço um carinho e ele entra na casa de todos os vizinhos, é um charme só, todas as noites ouço a dona o convidando para entrar e dormir, ou seja, rua só de dia!
    O Keith é amado, isto é o que importa!
    Beijos

  7. Lilly, gatinhos soltos na rua tem baixíssima expectativa de vida, são alvos fáceis da crueldade humana. Também já senti essa culpa algumas vezes me perguntando se eu tinha o direito de fazer isso com Frajolinha. Mas, essa angústia que sentimos é porque olhamos para eles através da nossa ótica que é cheia de reflexões e questionamentos. A ótica deles é tão simples: restringe-se a água, comida, qualquer lugar quentinho e macio para dormir e muito amor. Quando criamos um gatinho assim, numa relação tão próxima, passamos a ser a família deles, nada mais importa para eles. Vi isso nos olhos do meu filhinho quando deixei ele sozinho naquela clínica, pedindo que o levasse de volta para nossa casa, para nossa família. Gatos são territorialistas, adoram estar em casa cercados por quem os fazem sentir-se seguros e demonstram se sentir satisfeitos mesmo com o excesso de proteção que oferecemos a eles. Entendo que isso que interpretamos como “uma tristeza sem fim por causa da falta de liberdade” nada mais é que do que algumas manifestações do instinto e da curiosidade natural que gatos sentem. Agora pode saber que a dor que sentem quando sofrem uma violência, que pode tirar a vida deles ou deixá-los mutilados para sempre não é mais simples que a nossa. Nós temos discernimento para sabermos os perigos que eles correm na rua e é por isso que nos cabe protegê-los sim, eles não tem maldade, não sabem se defender. Fora que as pessoas soltam seus gatos na rua, mas, não se vêem como co-responsáveis no constante abandono de ninhadas tão novinhas que não sabem nem comer sozinhas. Acompanho o trabalho de diversas ong’s de proteção a gatos abandonados e a procriação desenfreada é um problema que está fora de controle, por isso, os profissionais dessa área são categóricos em defender a castração e que lugar de gato é dentro de casa. Não se sinta culpada, tenho certeza de que o Keith é muito amado e está muito feliz com sua casa e sua família. (E D. Loba também). Beijos.

  8. Amarilda J.T. da Silva disse:

    Oi Lilly, mas um texto bem elaborado e com comentários a altura da sua postagem.
    Com relação ao seu bichano, saiba que vc está certíssima, com o meu gatinho tenho atitudes parecidas, protejo, dou carinho, mimo e não deixo ele dormir fora de casa. Durante o dia ele passeia, brinca, provoca os cachorros, pega passarinho, mas estou sempre procurando por ele, pois fico preocupada com medo que alguém o machuque, algum bicho brique com ele. Tive outro gato que era livre podia fazer o que quisesse e um belo dia saiu e não voltou mais e sofri demais Talvez seria mais fácil se ele ficasse quetinho em casa, como o Keity.
    Bjs.
    Amarilda

  9. Fabiola disse:

    Hummm, que fofo o Keith olhando o movimento, rs
    Concordo contigo e com a galera, nossos amiguinhos, principalmente os gatos, ficam mais seguros dentro de casa, as aventuras da rua são trágicas.
    O Keith é muito comportadinho, merece umas bitoquinhas e cafuné de parabéns!
    Bj pra ti,

  10. marta camargo disse:

    Lilly, eu também sempre tive gato em casa desde criança e simplesmente amo eles! Não posso ver um que logo quero levar para casa hehehe! Meu marido no início não gostava de gatos, agora ele brinca, faz carinho e vai procurá-los quando eles escapam para o jardim….Eu também morro de dó de deixá-los presos, sinto como se estivesse deixando eles em uma prisão, longe da natureza, dos passarinhos, das árvores para escalar! Mas minha rua também é movimentada….aí fico num dilema…meu filho de 12 anos me diz: mãe, é melhor deixar eles presos ou deixar eles morrerem na rua? Eu sei que o certo é mante-los presos….mas mesmo assim meu coração fica entristecido…Bjs, Marta

  11. eve disse:

    Lilly, o problema é que ta;vez vc como eu cresceu achando que gatos eram livres e viviam felizes assim, e quando eles sumiam era por vontade própria e não pq algo aconteceu. Acho que ele tem o mais importante: cuidados e amor. Gatos são curiosos e gostam de ver as novidades da rua, mas vejo aqui em casa todos correm para o corredor quando abro a porta e a janela é pura diversão ( moro em apto ), mas quando saimos de carros com a turma, rola um desespero.
    A Tixa uma das minhas gatinhas, que foi adotada de uma ONG ( Adote um Gatinho ), foi vitima de maus tratos, ela foi queimada e perdeu o rabo, além de ter uma discreta atrofia nas patas traseiras, se não fosse resgatada teria morrido, entào ao privar o Keith dos passeios vc o protege mais.
    Sua atitude esta mais do que certa, pois ele fica livre de grande parte de doenças, de ser atropelado ou vitima de pessoas cruéis ( ainda tem gente que odeia gatos ). Minha irmã mora em casa e tem gatos ditos livres, sendo que dois já morreram envenenados pelo vizinho que cria passarinhos presos na gaiola.
    Adorei ver o banquinho do Keith, acho que ele deve amar ter uma vista da rua sob sua proteção.
    beijos e adoro muito seu blog.

  12. Camila disse:

    Lilly, leio sempre seus dos blogs, mas nunca tinha comentado antes! Adoro gatos, e como você, os meus tinham acesso à rua, mas todos eles acabaram sumindo sem que soubéssemos o que aconteceu. Terminei a construção da minha casa em dezembro do ao passado e desde o início tudo foi pensado para os gatos que eu teria lá. É uma casa sem nenhum acesso à rua: no quintal os muros tem 4m, no corredor lateral fechei com tela, na frente fiz as grades horizontais com espaçamento pequeno, de modo que não passem e fiz os parapeitos das janelas bem largos (na verdade aproveitei as paredes da casa antiga, que eram beeem largas) de modo que ficou um espaço bem gostoso para eles deitarem. No fim das contas, a gata que eu traria da casa da minha mãe não acostumou a ficar sem suas voltinhas, apesar dos 100m de quintal gramado. Então achei crueldade e ela voltou para a casa da minha mãe. Mas São Francisco mexeu seus pauzinhos e num dia de chuva forte aqui em Campinas, colocou na minha frente 4 gatinhos recém nascidos boiando em uma enxurrada. O coração de pudim aqui resgatou, criou na mamadeira (não tinham nem o umbigo cicatrizado ainda), levei para feiras de adoção, mas no final o amor foi mais forte. Hoje estão todos aqui, correndo ensandecidos pela casa. O bom é que nunca tiveram acesso à a, então acostumarão à reclusão com muita facilidade. Mas tento proporcionar o melhor, até um brinquedão estilo playground meu marido construiu no quintal! E eles retribuem com muito amor. abraços!

  13. mauren disse:

    gqtinho seguro é dentro dos limites de nossa casa, qdo sai do ap e resolvi q queria uma casa escolhi uma que trouxesse segurança para meus 7 gatos e a cachorra, comprei uma casa com muros altos, assim eles estão pretegidos da crueldade humana, apenas os passarinhos que algumas vezes caem na garras e boca de Ozzy, meu negão bird killer

  14. Amanda disse:

    Olá…. Preciso de uma orientação…. Tenho dois gatos de 2 anos, castrados, no apto…. Vou mudar para um lugar que tem um pequeno quintal, com muro. Estou pesquisando sobre segurança para que eles não saiam para a rua, e estou vendo muitas telas ou grades que deixam o muro mais alto, e se curvam para dentro…. Isso é mesmo seguro para os gatos não conseguirem pular o puro? Obrigada !

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