Entre a Índia e o Pará

Eu tenho tanta coisa pra falar que tenho que ficar FILTRANDO ou produzo posts quilometricos.

Como eu já disse aqui as pessoas ainda fazem aquela cara de hãaa ??? quando a gente diz que tem blog, da mesma forma que fariam se eu dissesse: eu crio lhamas.

_lhamas?

_…é, depois eu as toso, fio a lã e tricoto roupas lindas, quer comprar?

(coisa que voces nunca verão é a moça aqui tricotando…)

O que eu mais gosto é a troca de informação entre a gente!!!( alem de poder falar o que eu quero).

Semana passada eu fiz um levantamento (sou boa nisso) de todas os blogueiros e leitores ( só os contumazes) que acessaram meus blogs desde o inicio, e fiz uma listagem de nomes, site e e-mails, pois eu tenho medo de perder o contato com eles , esquecer o blog de alguem. Assim, quando sinto falta de alguem, entro lá naquele blog, mato a saudade da pessoa. Ou mando um e-mail, um sinal de fumaça…

Sabado eu estava aqui,de plantão, caso algum aluno do curso on line precisasse de mim, e comecei uma conversa com duas amigas: a Zenaide que mora na Índia e a Eliene que mora no Pará.

Conversamos sobre tudo, eu sou muito curiosa e pergunto demais, ainda mais quando as pessoas moram em estados/países diferentes do meu.

Quero saber como vivem, quais os costumes e a rotina.

Eliene é escancarada, alegre e bocuda, fala demais da terra dela, me mostra as belezas do Pará,  atiça a gente, manda as musicas de lá.

Foi aí que eu conheci o “brega”, um ritmo marromeno o calypso, bom de dançar. Mas não tenho o traquejo não, preciso ensaiar primeiro!

Qunado ela para de contar eu já venho com outra pergunta: aí tem frio?

Não tem frio lá, gente, tem chuva! Em seguida me manda um blog (issoebelem.wordpress.com) onde posso aprender um pouquinho da cultura daquele estado.

Aí ela desanda a falar das comidas, do tacacá vendido nas barraquinhas perto da casa dela; da galinhada que ela faz tão diferente da nossa ( sem cozinhar o frango com o aroz junto).

Esta semana o assunto comida evoluiu tão rápido que eu fiquei com o estomago roncando!

Depois de “jantar ” só salada de frutas e me sentir sem culpa, corri pra cozinha, abri a geladeira e taquei numa frigideira um feijão que estava numa vasilha , umas colheradas de arroz, farinha de mandioca, pimenta, cheiro verde, quebrei um ovo por cima, mexi  e comi na frigideira mesmo. faltou a cerveja, que não tomei pois aí a culpa era demais!

Já da Zenaide eu tenho que “tirar o serviço”, pergunto tudo mesmo, até peço pra ela colocar mais coisas da cultura da Índia no blog dela.

Tenho muita curiosidade em relação à comida indiana, que vejo nos programas do Anthony-gato-Bourdain.

Esta coisa linda aí ao lado viaja pelo mundo experimentamdo as comidas locais,   principalmente as de rua.

Não perco um programa dele.

Aí a Zenaide me conta que não gosta da comida hiper condimentada de lá, e quando eu digo que gosto de pimenta, ela me afirma que a pimenta  é demais até pra um baiano.

Aí eu tenho que acreditar na minha amiga não é?

Pergunto da barreira da lingua, e ela diz que lá tem dezenas de dialetos, mas  tambem se fala inglês ( é uma das linguas oficiais).

Perguntei do hindi e ela disse que é a lingua “culta”.

Ahhhh era nessa lingua que a Maya e o povo dela conversavam né? Deve ser fácil de entender, pois das poucas vezes que assisti a novela entendi tudo o que eles falavam!

Pergunto do sistema de castas e ela me explica. Isso é muito forte na cultura dels, apesar de ter sido abolido pelo governo.

Por ser brasileira ( e brasileiro é povo carinhoso), ela não faz esta distinção entre as pessoas. Então trata a empregada, que é de casta inferior, com muito carinho,  e ela disse que o sentimento de gratidão destas pessoas é muito forte.

Cada vez que converso com ela tenho que me lembrar das 8 horas e meia de diferença entre a gente, então, se estou trocando e-mails ou pelo MSN com ela ás 5 da tarde, lá já é uma e meia da manhã!

Uma notivaga assumida, ela passa as noites no computador falando com o povo daqui, e vai dormir de manhãzinha.

Hoje ela me contou que um macaco invadiu o apartamento e deu um trabalhão pra sair.

Lá na Índia os macacos vivem bem no meio urbano, e se reproduzem com rapidez. O resultado é este: macacos invadem casas e lojas para roubar comida. As femeas e filhotes são mais mansos, mas os machos são bravos.

Depois de tocar o intruso pra fora, sobrou o estresse e o susto. Mas que eles tiram de letra, pois estão lá já faz tempo.

E eu assim: um pé na Índia e outro no Pará; ou entre o Ridjanêro e Portugal, vou assuntando e perguntando como vivem meus amigos.

Sobre Lilian

mulher, mãe e esposa, workaholic; uma inconformada com a situação mundial; uma pessoa que ama cães, caminhar, ir a liquidações, comer jujubas; viciada em seriados americanos; prendada mas sem tempo de colocar em pratica suas habilidades; desprovida de inveja e más intenções; uma pessoa que adora joaninhas, pink, flores, romantismo, craft, musica; um pé no presente, um no passado, a cabeça no futuro; uma pessoa nada facil; que tenta se livrar do saco de ossos de vidas passadas, que vive o agora; que esqueceu o que não devia e lembra o que não quer; uma pessoa na versão enciclopédica 2.0 que não pode ser resumida.
Esse post foi publicado em amigos, Blogs que eu leio. Bookmark o link permanente.

6 respostas para Entre a Índia e o Pará

  1. eda disse:

    Oi Lilly! Faz dia que não comento, mas to aqui olhando quietinha…
    Acho que voce vai gostar do novo da Stephenie Meyer, eu li em ingles. Demorou um pouco pra “embalar”, mas depois vai embora que é uma beleza. Voce leu já o Comer Rezar e Amar? To querendo ler de novo….
    Tambem adoro o Bourdain, mais pela atitude do que pela beleza. Acho ele bem feinho até, mas ele eh mto honesto. Ja viu o que ele sobe a favela no Rio pra comer feijoada e deixa o cinismo de lado por uma meia hora? Foi lindo!
    Enfim, espero que tudo continue correndo bem na obra e na vida, e boa semana pra voce!

  2. paulo disse:

    Esta é uma preocupação saudável.Blogueiros precisam manter contatos.
    Aqui também ficam com cara de tacho quando se fala em blogue. Mas se até nas novelas já aderiram, vão se informar, ora pois.
    Boa semana Lilly

  3. zenaide storino disse:

    Ola,querida Lilly.
    Tenho tido umas insonias brabas e conversar com vc e sempre um prazer.E muito bom que vivamos nessa era de comunicacao facil e podemos falar com todos,nao importa a distancia.Grande beijo.zenaide storino.

  4. Sil disse:

    Lilly, é muito bom manter contato com gente como você que se interessa por coisas diferentes do dia a dia. É muito saudável! Semana passada saí procurando encordoamento para charango por Brasília toda. E necas….em uma única loja, o vendedor contou que lá havia, mas tinha acabado e não sabia quando chegaria mais….porém, em vários estabelecimentos de instrumentos musicais, cansei de ouvir a clássica pergunta: “O que é charango?”

    Putz, foi de lascar…os caras trabalham em lojas de instrumentos musicais no Brasil, que faz parte da AMÉRICA LATINAAAAAA (será que isso eles sabem?) e nunca ouviram falar de charango? Será que nunca viram um daqueles grupos peruanos ou bolivianos que vira e mexe tocam música andina por aí e nunca tiveram a curiosidade de saber como se chama aquele pequeno instrumento de cordas de som belíssimo que eles usam?

    É fogo….viva a curiosidade!

    Bj,

    Sil
    esquinadasil.blogspot.com

  5. Le disse:

    Viva a tecnologia!!! 😀

  6. Rosi disse:

    Amei esse post lilly!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Amo a Índia, como toda boa curiosa…hahahahahaa
    Se voce quiser tenho umas dicas de leituras

    Bjs!!!!

    Só tô comentando aqui porque a provas acabaram hoje..hahahahahaha

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