É uma coisa que eu adoraria ter, entendem? Uma casa feminina, com a minha cara. Com direito a coisas feitas por mim, móveis improvisados, cores alegres.
Quando nos casamos tá implicito que temos que dividir gostos, grana, espaço.
Significa lutar de foice pra escolher uma parede off white e não”barbante”, ou ter que escutar 300 vezes “não- sei porque- voce compra-toalha-branca-lilian-eu-detesto-branco-etc-etc-etc” porque eu comprei toalhas brancas lindas (COM O MEU DINHEIRO) achando que ele iria gostar. Significa tambem ter uma casa hibrida, uma mistura minha e dele, o que pode resultar num cruzamento desastroso.Y otras cositas mas.
Maridón detesta o improviso. Até tentei ter uma cama sem cabeceira quando comprei a box, mas ele infernizou tanto que mandei fazer uma cabeceira. Mas o que eu queria era um adesivo no lugar, ou uma colcha de retalhos, uma coisa meio folk.
Sempre assim, eu queria uma coisa, mas ele queria outra e aí achamos o meio termo.
Eu nunca tive quadros pois mr Husband acha que as paredes sentem dor. Pregar um prego numa parede significa causar uma cicatriz indelével nela. “E se eu quiser tirar o prego depois? tenho que pintar uma parede inteeeeiraaaa” é o que ele diz. Tento argumentar que a gente esconde o prego com alguma coisa, mas pra ele paredes bonitas são as nuas, lisas, sem trinco.
E sexta nós (as moças da caminhada:Lucinha, eu e Miriam) fomos na casa da Renata comemorar o aniversario dela. E não é que a casa dela é de mulherzinha mesmo?
Tem a cara dela e das meninas. Muitos quadros pelas paredes, alguns pintados pelas crianças, cortinas de contas feitas por elas mesmas, coleções de vidrinhos, caixinhas coloridas, pingentes de passaros coloridos. Cortinas em vez de portas. Uma coisa meio hippie, meio romantico, coisas antigas misturadas às modernas, mas se combinando numa descombinância muito legal.
Uma casa sem a pretensão de parecer vitrine de loja ou capa de revista, só com vontade de ser engraçada…que é o que todas as casas deveriam ter: alegria. Aquela é uma casa em que voce se sente bem.
Às vezes eua cho que o certo seria eu morar numa casa e ele num apartamento. Teríamos nossos horários em comum, mas tambem teríamos nossa privacidade, tipo a Simone de Beauvoir e o Jean Paul Sartre. Ficariamos livres pra decora-la como quisermos, e seriamos sempre visita um na casa do outro, sem intimidade pra mudar uma peça que fosse.
Na minha casa as paredes seriam forradas de quadros e gravuras, pratos e adesivos; sáris seriam cortinas, pallets a base de sofas e camas, muitas flores e velinhas por todo lado.
Na casa dele, um sofá e uma geladeira e ele podendo ser minimalista o tanto que ele quisesse!
E sem brigas…
Aposto que ele iria gostar muito mais da minha casa que da dele!
Abaixo, coisas que eu colocaria na minha casa:
Minha cara:
portas atras de camas sugerindo uma passagem pro inimaginável;





você iria gostar da parede da casa do meu filho. a nora revestiu várias telas bem pequenas com tecidos importados, bem coloridos, ficou muuuito legal!
Adorei a passagem para o imaginável.
AMMMMMMMEEEEEIIIIII!!!!
tudo muito lindooooooooooo!!!!
beijo!
Sabe o que eu faria?
Colocaria as P. dos quadros, eu mesma pregaria na parede. Qual é, você tem o direito de decorar a sua própria casa pelo menos um pouco com o seu gosto.
Fiquei brava mesmo!!!
Tenho a personalidade muito forte, já fico logo irritada com essas coisas…rsrsrsrs.
bjs Lilly…
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